A romã

A romã

 

romã


Uma fruta com muito coração


Riquíssima em antioxidantes é, por esta razão, considerada uma das melhores candidatas para tratar da saúde cardiovascular


Se bem que a árvore da romã (Punica granatum L. ) seja originária de uma zona compreendida entre os Himalaias, o norte da Índia e o Irão, adaptou-se há milénios ao clima e ao solo da costa Mediterrânica, e hoje em dia é uma das árvores mais típicas da zona, assim como da Califórnia, onde existe um clima mediterrânico.


É uma árvore com elevada longevidade, chegando a viver 200 anos como é o caso de alguns exemplares que se encontram nos jardins do Palácio de Versalhes.


As referências históricas a esta árvore são milenárias. No Antigo Testamento, na Torah Judaica e no Talmud Babilónico considerava-se a romã uma fruta sagrada que conferia ao organismo poderes favoráveis à fertilidade, à abundância e à boa sorte.

Esta fruta também esteve presente na mitologia, na arte egípcia e grega e também foi o emblema pessoal do imperador Maximiliano (1459-1519).


Na medicina Ayurvédica, a romã também é muito apreciada como anti parasitário, antidiarreico, e como tónico sanguíneo.


Artérias em forma

Uma das principais razões por esta fruta ter este protagonismo foi a descoberta da sua capacidade de protecção arterial.

De facto, nas últimas décadas vários estudos coincidiram em considerar a romã uma das melhores aliadas na prevenção da aterosclerose, inclusive para ajudar a reverter o processo, já que também favorece a eliminação das placas de ateroma já formadas.


O sumo de romã ajuda a diminuir a hipertensão arterial e os níveis de colesterol LDL (lipoproteínas de baixa densidade) no sangue, dois factores de risco para o aparecimento da placa de ateroma.


A aterosclerose é uma das grandes pragas da nossa era, que actua deteriorando a saúde do coração e do aparelho circulatório. O enfarte do miocárdio e o enfarte cerebral são provocados por esta doença, e são a primeira causa de morte em Portugal.


O sumo de romã é mais antioxidante do que o de outras frutas como o arando e a laranja e é três vezes mais antioxidante que o chá verde ou o vinho tinto.


Radicais livres e Saúde cardiovascular

A riqueza da romã em antioxidantes e a sua relação com a saúde cardiovascular também foram motivo de estudo. Os radicais livres produzem-se no nosso organismo de modo natural como consequência do trabalho gerado pelo nosso metabolismo.


Porém o sol, os contaminantes, o stress, alguns fármacos, o tabaco e inclusive uma alimentação incorrecta podem levar a que no nosso organismo se produza uma quantidade excessiva de radicais livres, que a medicina relaciona com doenças cardiovasculares e com o envelhecimento celular.


Em situações normais, o nosso organismo dispõe de mecanismos antioxidantes defensivos para combater a produção de radicais livres mas quando se ultrapassa esta capacidade, sabe-se que tem que se recorrer a alguns alimentos, que contenham antioxidantes, capazes de neutralizar a acção dos radicais livres.


O sumo de romã, que contém antiocianidinas e ácido elágico, tem um poder antioxidante que supera amplamente o de outros sumos de frutas.


Além disso ….

Os antioxidantes da romã também previnem o cancro, as doenças degenerativas, o envelhecimento prematuro, aliviam doenças inflamatórias, ajudam a regular os níveis de glicose no sangue e a cuidar da saúde dos neurónios.


Aliada masculina

Os últimos estudos sobre a romã favorecem muito os homens porque o seu consumo parece que melhora a fertilidade masculina e os problemas de disfunção eréctil, e protege do cancro da próstata.


Cada parte da romã esconde diferentes propriedades.


A sua pele contém punicalagina, um polifenol com elevada capacidade antioxidante.


Nas grainhas (grãos comestíveis), encontra-se o ácido elágico e polifenois de elevado poder antioxidante e as suas sementes proporcionam um óleo rico em fitosterois, tocoferois e ácidos gordos de entre os quais se destaca o ácido punícico, que é antioxidante e anti-inflamatório com potente acção anti-envelhecimento e de prevenção das doenças cardiovasculares.


Aterosclerose. o que é ?

A aterosclerose aparece quando sobre as paredes das artérias se dão reacções inflamatórias e oxidativas que acabam por provocar o aparecimento da placa de ateroma. Esta placa propicia a diminuição do calibre dos vasos sanguíneos e um progressivo endurecimento dos mesmos.


As consequências do aparecimento da placa de ateroma podem ser graves - por exemplo, uma sobrecarga no trabalho cardíaco, ou podem soltar-se e dar origem a trombos que obstruam vasos sanguíneos no cérebro, pulmões ou qualquer outra parte do corpo (tromboses, embolias).


Perante esta situação são muitos os especialistas que coincidem em que a atitude mais adequada é a prevenção, seguindo uma dieta correcta, fazendo exercício e, sobretudo, suplementando o regime alimentar com fitoquímicos antioxidantes.


A hipertensão, os elevados níveis de colesterol " mau " no sangue (colesterol de lipoproteínas de baixa densidade, LDL), a diabetes, a obesidade e o tabaco são os principais factores de risco.


Cuide do seu coração:

- Fazendo exercício e mantendo-se activo


- Seguindo uma dieta variada, rica em fibras, vitaminas, minerais e substâncias antioxidantes, e pobre em gorduras saturadas


- Prevenindo o excesso de peso e a obesidade


- Controlando a hipertensão


- Evitando o tabaco


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