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Estudo da ANDAR demonstra que a Artrite Reumatóide diminui o desempenho laboral

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A doença afecta 40 mil portugueses, a maioria mulheres em idade activa

A Artrite Reumatóide provoca alterações médias a extremas no desempenho profissional de mais de 70 por cento dos doentes em idade activa, entre os 35 e os 65 anos, demonstra um estudo desenvolvido pela Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide (ANDAR) apresentado hoje, data em que se assinala o Dia Internacional das Doenças Reumáticas, na Assembleia da República.

Este estudo, realizado com o propósito de analisar o perfil dos doentes com artrite reumatóide em Portugal, revela que a patologia afecta sobretudo as mulheres, em idade activa, e tem grandes impactos no desempenho funcional e profissional dos doentes.

Estas alterações na actividade laboral traduzem-se, sobretudo, em absentismo – baixas e redução do tempo de trabalho – e em reformas antecipadas, com os impactos pessoais e socioeconómicos daí decorrentes. A questão económica é particularmente relevante dado que os doentes apresentam um gasto médio de 100€ mensais em medicamentos.

Os dados recolhidos junto de 1064 doentes apontam, ainda, para dificuldades na realização das actividades do dia-a-dia mesmo em idades mais jovens, com mais de 60 por cento dos doentes a referir alguma ou muita dificuldade em realizar a maior parte das actividades referidas, o que se reflecte num grande impacto na condição emocional dos doentes.

Arsisete Saraiva, presidente da ANDAR, explica que “já há algum tempo que sentíamos a necessidade de avaliar a real situação dos doentes com artrite reumatóide em Portugal e foi com esse objectivo que realizámos este estudo, cujos resultados vêm ao encontro dos alertas que temos, repetidamente, vindo a fazer: a artrite reumatóide tem um enorme impacto no desempenho laboral e produtividade dos doentes, especialmente das mulheres, que muitas vezes acumulam a actividade profissional e doméstica.”

António Vilar, reumatologista e secretário-geral da ANDAR, considera que “este estudo vem demonstrar que a artrite reumatóide tem um impacto relevante a nível da produtividade. Numa altura de crise económica é importante que se pense em medidas que permitam aos doentes com artrite reumatóide manterem-se activos e produtivos, contribuindo para a recuperação económica do país”.

O estudo foi apresentado numa sessão que contou a presença de Manuel Pizarro, secretário de Estado e Adjunto da Saúde, de Alexandre Diniz, da Direcção Geral de Saúde, de Arsisete Saraiva, presidente da ANDAR, e de António Vilar, conceituado médico reumatologista e secretário-geral da ANDAR, e de Luís Maurício, Presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia.

A Artrite Reumatóide é uma doença que afecta sobretudo as mulheres, em idade activa, e que tem grande impacto no desempenho funcional e profissional dos doentes. Em Portugal, existirão 40 mil doentes a sofrer desta doença, um dado que se torna preocupante.


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