Artrite reumatóde

Artrite reumatóide

artrite reu

Esta é uma doença reumática sistémica e a forma mais comum de artrite

A artrite reumatóide é uma patologia inflamatória que causa dor, edema (inchaço), rigidez e perda de função nas articulações. 

De origem desconhecida, ocorre em todas as idades e apresenta, como manifestação predominante, o envolvimento repetido e habitualmente crónico das estruturas articulares e periarticulares. Pode, contudo, afectar o tecido conjuntivo em qualquer parte do organismo e originar as mais variadas manifestações sistémicas.

É uma das doenças mediadas por mecanismos imunitários mais comuns, afectando 0.5 – 1.0 % da população mundial. Actualmente, afecta cerca de 40 mil portugueses. 

Quando não tratada precoce e correctamente, a artrite reumatóide acarreta, em geral, graves consequências para os doentes, traduzidas em incapacidade funcional e para o trabalho. Tem elevada comorbilidade e mortalidade acrescida em relação à população em geral.

Na artrite reumatóide, é característico existir um envolvimento simétrico, ou seja, afectar ambos os punhos ou ambos os joelhos e não apenas uma das localizações. A artrite reumatóide afecta frequentemente os punhos e os dedos (com maior frequência nas articulações perto dos punhos), mas pode também atingir pés, ombros, joelhos, cotovelos, ancas e coluna cervical, entre outros.

Ocasionalmente, a inflamação pode atingir o revestimento dos pulmões (causando pleurite) ou o revestimento do coração (causando pericardite). Pode ainda atingir o pulmão ou associar-se a secura dos olhos ou da boca, devido à inflamação das glândulas que produzem a saliva e as lágrimas. Mais rara é a inflamação dos vasos que provoca a vasculite.

A doença pode por vezes existir com febre baixa, sensação de se estar doente e redução da força com fadiga intensa. A anemia existe muitas vezes associada à artrite reumatóide.


Factores de risco

As mulheres são frequentemente mais afectadas que os homens, numa proporção de quatro para um. É, sobretudo, uma doença de adultos jovens e de mulheres pós-menopáusicas. 


Prevenção

Não é possível evitar o surgimento da doença. A prevenção destina-se, fundamentalmente, a diminuir a gravidade da patologia, de forma a reduzir a incapacidade funcional e a melhorar a qualidade de vida. 

O diagnóstico precoce é fundamental, uma vez que esta doença, diagnosticada nos primeiros três a seis meses do seu curso clínico e tratada correctamente, tem grandes probabilidades de não evoluir para a incapacidade funcional para o trabalho, diminuir a comorbilidade e não reduzir a esperança média de vida.


Diagnóstico

O diagnóstico é feito com base na verificação de tumefacção de três ou mais articulações, envolvimento das articulações metacarpofalângicas e/ou metatarsofalângicas, rigidez matinal superior a trinta minutos, simetria do envolvimento articular. 

Na artrite reumatóide há alterações laboratoriais importantes, como a anemia e o aumento da velocidade de sedimentação dos glóbulos vermelhos. A velocidade de sedimentação é uma análise que indica a intensidade da inflamação. 

Na artrite reumatóide, surgem no sangue de mais de 70% dos doentes umas proteínas anormais chamadas factores reumatóides. Pode não bastar fazer exames laboratoriais e radiografias para estabelecer o diagnóstico. 

Pode ser necessário realizar outros exames, como a cintigrafia, a ultrassonografia e a ressonância magnética nuclear, pois são estes que revelam sinovite (inflamação da membrana sinovial) ao fim de escassas semanas. 


Tratamento

O tratamento da artrite reumatóide tem evoluído significativamente, em consequência da avaliação da actividade inflamatória, do conhecimento dos factores de pior prognóstico, do uso precoce de fármacos anti-reumáticos de acção lenta, do aparecimento de terapêutica combinada e, mais recentemente, da terapêutica biológica.


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