Artrite

Artrite

artrite


Saiba identificar os sintomas e conheça as causas e os tratamentos

Deriva do grego (art: articulação; itis: inflamação) e consiste numa inflamação articular que pode ser gerada por uma infecção, um depósito de cristais microscópicos que se soltam do sangue e atingem as articulações (como é o caso da gota com os cristais de ácido úrico).

Além disso, a artrite também pode ser desencadeada por mecanismos auto-imunes complicados, como acontece no caso da artrite reumatóide.

Em Portugal, existem cerca de 40.000 doentes diagnosticados com artrite reumatóide (numa proporção de três a quatro vezes mais mulheres do que homens). Apesar de não ser uma doença hereditária, alguns genes são responsáveis por uma maior tendência para desenvolver a doença e por torná-la mais grave.

Para além disso, muitos pacientes não sentem qualquer tipo de melhoria com os fármacos habituais.

CAUSAS

Infecção

Geralmente causada por bactérias ou vírus. É possível que um germe, ao qual quase toda a gente está exposta, faça com que o sistema imunológico reaja de forma anormal em indivíduos mais susceptíveis a contrair artrite reumatóide.

Doença auto-imune

O sistema imunitário (que tem uma acção protectora) reage contra o próprio organismo, por achar que uma parte dele é estranha, causando inflamação e consequente dano.

Com a propagação da inflamação, e caso esta não seja controlada atempadamente e de forma consistente, surge o desgaste e deterioração geral das articulações.


SINTOMAS

Dor e inflamação articular

De acordo com Austusto Faustino, presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, «ao contrário da artrose, em que a dor articular tem um ritmo mecânico, aqui a dor tem um ritmo inflamatório (agrava-se com a imobilização e faz-se sentir mais depois de períodos de imobilização), em especial durante a noite (podendo levar o doente a acordar) e de manhã ao levantar».

Estes sinais físicos da artrite são causados pela inflamação do revestimento interno, ou membrana sinovial (membrana que alimenta, protege e cobre as cartilagens) das articulações.

Rigidez

É sentida, sobretudo, de manhã, e é igualmente causada pela inflamação da membrana sinovial. A rigidez vai desaparecendo à medida que o paciente vai exercendo a sua actividade diária normal.

Calor intenso e rubor em redor da zona afectada


TRATAMENTO

Apesar de não existir uma cura definitiva para esta doença, há várias terapêuticas que podem manter sob controlo a sua actividade inflamatória (fundamentalmente medicamentos) e mesmo nos casos mais avançados e mais graves existe sempre a possibilidade de se recorrer à reabilitação e, nos casos mais graves, à cirurgia.

A definição do tratamento depende da particularidade da fase de evolução da doença e da gravidade da patologia, mas é fundamental iniciar-se o mais rapidamente possível, para prevenir lesões articulares incapacitantes e irreversíveis.

Terapêutica farmacológica

Anti-inflamatórios, para combater a dor e a inflamação, que poderão ser utilizados em qualquer fase da doença; os corticosteróides (vulgarmente desigandos por cortisona) que em doses baixas e com cuidados adequados possibilitam um excelente complemento à redução da inflamação e ao controlo da evolução da doença, sem efeitos adversos relevantes (nestas doses baixas). Os chamados fármacos de fundo, para retardar a evolução da doença e recuperar, no todo ou em parte, a funcionalidade das articulações.


Fisioterapia

Trata-se de uma ginástica especial prescrita por um especialista, que tem como objectivo prolongar o bom funcionamento da articulação afectada e, assim, prevenir alguns dos possíveis efeitos deformantes, em especial o bloqueio e rigidez articular e a atrofia muscular secundaria.

A Fisioterapia pode ainda aliviar os sintomas, aplicando contrastes de calor e frio na zona. A hidroterapia (massagem com gelo) e a estimulação nervosa transcutânea também os aliviam.

Paralelamente, é recomendável fazer também algumas mudanças no estilo de vida:

  • Exercício moderado, ajustado a cada caso, que ajuda a manter as articulações saudáveis, a aliviar a rigidez, a reduzir a dor e a melhorar tanto a força óssea como a muscular.
  • Descansar convenientemente é tão importante como o exercício. Dormir oito horas por dia e, se possível, fazer uma sesta, ajuda a uma recuperação mais rápida e pode prevenir o agravamento da doença.
  • Evitar posturas e/ ou movimentos que exerçam tensão adicional sobre as articulações afectadas.
  • Reduzir o stress, já que piora os sintomas. Muitos terapeutas recomendam Yoga ou Tai Chi.
  • Uma alimentação rica em vitaminas e minerais (especialmente antioxidantes como a vitamina E) que se encontram em abundância nas frutas e nas verduras. Os alimentos mais recomendados são a levedura de cerveja, gérmen de trigo, alho, sementes de girassol e as nozes. Também é recomendável ingerir ácidos gordos ricos em ómega-3 provenientes de peixes como o salmão, a cavala ou o arenque.


Fisioterapia

Trata-se de uma ginástica especial prescrita por um especialista, que tem como objectivo prolongar o bom funcionamento da articulação afectada e, assim, prevenir alguns dos possíveis efeitos deformantes, em especial o bloqueio e rigidez articular e a atrofia muscular secundaria.

A Fisioterapia pode ainda aliviar os sintomas, aplicando contrastes de calor e frio na zona. A hidroterapia (massagem com gelo) e a estimulação nervosa transcutânea também os aliviam.

Paralelamente, é recomendável fazer também algumas mudanças no estilo de vida:

  • Exercício moderado, ajustado a cada caso, que ajuda a manter as articulações saudáveis, a aliviar a rigidez, a reduzir a dor e a melhorar tanto a força óssea como a muscular.
  • Descansar convenientemente é tão importante como o exercício. Dormir oito horas por dia e, se possível, fazer uma sesta, ajuda a uma recuperação mais rápida e pode prevenir o agravamento da doença.
  • Evitar posturas e/ ou movimentos que exerçam tensão adicional sobre as articulações afectadas.
  • Reduzir o stress, já que piora os sintomas. Muitos terapeutas recomendam Yoga ou Tai Chi.
  • Uma alimentação rica em vitaminas e minerais (especialmente antioxidantes como a vitamina E) que se encontram em abundância nas frutas e nas verduras. Os alimentos mais recomendados são a levedura de cerveja, gérmen de trigo, alho, sementes de girassol e as nozes. Também é recomendável ingerir ácidos gordos ricos em ómega-3 provenientes de peixes como o salmão, a cavala ou o arenque.


CIRURGIA

As duas intervenções médicas mais comuns são:

Injecções de líquido sintético com características mecânicas semelhantes ao liquido sinovial na articulação artrítica

O nosso corpo produz naturalmente este lubrificante, mas as pessoas que padecem desta doença não o produzem nas quantidades suficientes.

Por outro lado, «com a progressão da doença, a membrana que reveste os topos ósseos na articulação- cartilagem fica fina e irregular, e desta forma, esta substância viscosa melhora o deslizar das duas superfícies da articulação», explica Augusto Faustino.

Assim, estas injecções de líquido sintético articular podem adiar, temporariamente, a necessidade de uma intervenção cirúrgica bem como melhorar a sua qualidade de vida.

Cirurgia para reconstruir a articulação (também conhecida por artroplastia) ou cirurgia de substituição (mudar a articulação completa)

De acordo com o reumatologista, é levada a cabo «quando os medicamentos não conseguiram evitar a evolução destrutiva da articulação e face a uma articulação totalmente deformada e irreversivelmente destruída nenhuma das intervenções médicas produzem uma melhoria na qualidade de vida».



Revisão científica: Dr. Augusto Faustino (presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia)

© Órbitanews 2014