Cancro do útero

Como despistar o cancro do útero


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O cancro do útero é o terceiro cancro mais frequente nas mulheres em todo o mundo. Em Portugal, é o mais comum dos tumores do sistema reprodutor feminino, representando perto de seis por cento de todos os cancros surgidos em mulheres.


Na maioria dos casos, o médico não consegue explicar as causas exactas do cancro no útero. No entanto, de acordo com vários estudos e investigações realizadas nesta área, determinados factores de risco aumentam a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver este tipo de cancro. A saber:


A idade - o cancro no útero surge, sobretudo, nas mulheres com mais de 50 anos;


A hiperplasia endometrial - o risco aumenta nas mulheres que têm hiperplasia endometrial (doença que resulta de um desequilíbrio hormonal caracterizado pelo predomínio dos efeitos estrogênicos);


A terapêutica hormonal de substituição - as mulheres que usam estrogénios, sem progesterona (terapêutica hormonal de substituição) têm mais probabilidade de desenvolver um cancro no útero;


A obesidade e situações relacionadas - o organismo produz alguns estrogénios no tecido adiposo e, por isso, as pessoas obesas podem apresentar níveis mais elevados de estrogénios no seu organismo, quando comparadas com pessoas magras. O risco também é maior em mulheres com diabetes ou tensão arterial elevada;


A terapêutica hormonal com anti-estrogénios - as mulheres que tomam anti-estrogénios para prevenir ou tratar o cancro da mama, constituem um grupo de risco;


Sintomas de alerta

Deve estar atenta a um conjunto de sintomas que surgem e que podem ser determinantes no diagnóstico da doença. O mais comum é a perda anormal de sangue vaginal e que, no início, pode conter apenas vestígios de sangue mas vai aumentando gradualmente. Deve também consultar um médico se apresentar qualquer um destes sintomas:

- dificuldade ou dor ao urinar;

- dor durante a relação sexual;

- dor na zona pélvica.


Tipos e estádios 

O tipo de cancro no útero mais comum tem origem no revestimento do útero, ou seja, no endométrio, designado por tumor endometrial, tumor uterino ou cancro do útero. Um outro tipo de cancro, também no útero, é o sarcoma uterino e desenvolve-se no músculo, isto é, no miométrio. Por fim, o tumor do colo do útero ou cancro do cérvix que tem início, como o próprio nome indica, no colo do útero.


O tumor tem quatro estádios de desenvolvimento:

• Estádio I - o tumor está apenas no corpo do útero e ainda não atingiu o colo do útero;

• Estádio II - o tumor alastra-se para o colo do útero;

• Estádio III - o tumor desenvolveu-se para fora do útero, mas não para fora da pélvis (e não para a bexiga ou recto). Mas os gânglios linfáticos, na pélvis, podem conter células cancerígenas.

• Estádio IV - o tumor espalhou-se pela bexiga, recto, pélvis ou para outras partes do corpo.


Os tratamentos

O tratamento do cancro uterino pode envolver cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Em alguns casos é feita a combinação de tratamentos. A maioria das mulheres com cancro do útero remove cirurgicamente o útero (histerectomia), bem como as trompas de Falópio e ambos os ovários.


A radioterapia usa raios de elevada energia para matar as células cancerígenas; tal como a cirurgia, é um tratamento local, afectando apenas as células cancerígenas na zona tratada. Algumas pessoas com cancro no útero, de estádio I, II ou III, necessitam de fazer cirurgia e radioterapia; podem fazer a radiação antes da cirurgia, para diminuir o tumor, ou após a cirurgia, para destruir quaisquer células cancerígenas que tenham ficado na zona do tumor.



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