Dormir melhor

Dormir melhor

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Aprenda a dormir melhor

Há quem não precise de dormir muitas horas e há quem tenha necessidade de passar muito tempo na cama. Mas para todos a regra é a mesma, como explica Teresa Paiva, neurologista, «A noite vai refletir o dia e, por sua vez, a noite vai reflectir-se no dia».

Em média precisamos de dormir oito horas por dia, sendo que, conta a especialista, «apenas dez por cento da população tem necessidade de dormir menos de seis horas e mais de nove».

«Quem dorme menos do que deve vai pagar a fatura mais tarde. Estudos indicam que a redução de sono para menos de seis horas num adulto tem riscos aumentados para o aparecimento de hipertensão arterial, diabetes, obesidade, acidentes, depressão, cancro da próstata, cancro da mama, endometriose, depressão», enumera Teresa Paiva.

Os conselhos que se seguem podem ajudá-la a salvaguardar-se:

Tenha um estilo de vida saudável

«O ritmo alimentar deve ser maior de manhã e ir diminuindo ao longo do dia. À noite, não deve beber bebidas alcoólicas nem comer pratos muito fortes e isto é extensível a todas as faixas etárias», explica Teresa Paiva. Evite comer duas horas antes de adormecer e pratique exercício físico regularmente, de preferência de manhã ou à tarde.

Cultive o silêncio

Ter a televisão ligada quando vai para a cama ou jogar playstation antes não beneficia o descanso. «Os jogos de computador são muito estimulantes e atrasam o sono pelo envolvimento da pessoa na tarefa», acentua a especialista. Por outro lado, se trabalha até tarde, saiba que não o deve fazer até à hora de dormir. «É adequado que cada um de nós relaxe antes de se deitar», aconselha.


Cumpra horários

Dormir mais ao fim de semana para compensar a falta de descanso durante a semana não é uma boa estratégia.

«Os horários das refeições, de deitar e de levantar devem ser relativamente ajustados», diz Teresa Paiva.

A regra das oito horas de sono diárias para os adultos «não se aplica aos bebés que devem dormir cerca de 14 a 15 horas», sublinha a neurologista.

«As crianças em idade escolar necessitam de dormir cerca de 12 horas e as que já tenham completado dez anos, menos duas horas que as anteriores. Os adolescentes devem dormir entre oito a nove horas», adianta a especialista.

Desligue o telemóvel

«Alguns adolescentes colocam o telemóvel debaixo da almofada ou na mesa de cabeceira e recebem SMS de madrugada. Com o avançar da noite, vão respondendo de forma automática e confusa, chegando a acordar porque o telemóvel toca ou vibra. Esta utilização é ansiogénica e desestabilizadora para uma boa noite de sono», exemplifica Teresa Paiva.

Crie o ambiente ideal

A temperatura do quarto deve rondar os 22 ou 23 graus, no caso dos adultos. Alguns especialistas recomendam a escolha de um colchão e almofada de dureza média e de boa qualidade. Para Teresa Paiva, estes itens «têm importância para uma boa noite de sono, não sendo, contudo, necessário gastar muito dinheiro com eles». A neurologista lembra ainda que «não deve deitar-se nem com os pés muito frios nem quentes demais».


Pondere se deve fazer a sesta

Nem todas as pessoas têm indicação para dormir a sesta, como é o caso de quem sofre de insónia.

«Algumas não gostam e outras podem ficar com enxaquecas, crises epiléticas ou um aumento de apneias de sono», afirma a especialista.

«Quem gosta e pode, deve fazê-lo após o almoço e nunca ao fim da tarde», recomenda Teresa Paiva. Uma sesta eficaz pode durar entre 20 a 30 minutos.

 

Dormir mais, ou menos, do que sete horas aumenta risco de doença cardiovascular


Dormir mais, ou menos, que sete horas por noite aumenta o risco de doença cardiovascular, a principal causa de morte nos Estados Unidos, revela um estudo americano ontem divulgado.

Segundo o estudo, realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de "West Virgínia", dormir menos de cinco horas aumenta para o dobro as hipóteses de desenvolver angina de peito, insuficiência coronária ou ataque cardíaco.

Por outro lado, o mesmo estudo, revela que dormir regularmente mais de nove horas também faz aumentar os riscos de doença cardiovascular em relação ao "número mágico de sete horas".


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