Engravidar

Engravidar aos 20, aos 30 e aos 40… Descubra as diferenças!


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Engravidar aos 40

As razões para ter chegado a esta idade sem ter apostado num filho podem ser de vária ordem: apostar na carreira profissional, ter maior estabilidade económica, ou, até, tão simplesmente, esperar pelo par ideal. Seja qual for a razão, os 40 já chegaram e você quase nem deu por isso.

Será que deixou para muito tarde? Não! Felizmente há muitas mulheres a engravidar com 40 anos ou mais. Mas não há como negar que, nesta idade, as probabilidades de concepção são menores do que seriam há uns anos atrás! Depois, importa esclarecer que as taxas de sucesso também dependem do quão nos 40 está! Ou seja, se é uma recém-chegada à "ternura dos 40", tem cerca de 40% de probabilidade de conceber de forma natural; se já conta os 45, esta percentagem cai para os 5%.
Isto acontece porque uns 15 anos antes de a menopausa aparecer, o número e a qualidade dos óvulos começa a declinar. Também eles já sentem o peso da idade e, como tal, podem estar mais doentes ou, pelo menos, não tão saudáveis.

Prós
A maior vantagem de esperar até aos 40 para ter filhos é que está mais preparada para eles: emocional e financeiramente!
Por esta altura, já é capaz de tratar a vida por tu e já desenvolveu uma competência básica: “colocar tudo em perspectiva”. Assim, estará menos preocupada com as suas próprias necessidades, e dedicar-se ao seu filho/a, fá-la sentir-se mais feliz!
Mais autónoma e confiante, será mais fácil (ou melhor, menos difícil) tomar sábias decisões em relação à educação e saúde dos seus filhos, pois sabe exactamente o que quer para eles. Por exemplo, terá mais noção da importância de adoptar hábitos e estilos de vida saudáveis (para si e para os seus filhos), pelo que até é mais provável que vá optar pela amamentação, o que é muito bom para a sua saúde e a do seu bebé.

Contras
Os desafios também são maiores, já que vai necessitar de alguns cuidados extra durante a sua gravidez. Por questões de saúde, é natural que o seu médico classifique a sua gravidez como de alto risco, o que pode parecer alarmante, mas na realidade pode apenas significar que vai receber todos os cuidados necessários para garantir o seu bem-estar e do seu bebé.
Depois dos 40 aumentam as probabilidades de desenvolver diabetes gestacional, pré-eclampsia e hipertensão. Os riscos de placenta prévia e/ou de um descolamento prematuro da placenta também estão "à espreita".
O parto, em si, poderá ser mais difícil, pois há um maior risco de ter que ser provocado ou de o médico ter que recorrer a fórceps, ventosas, ou mesmo realizar cesariana. Com maior frequência, o seu bebé tenderá a apresentar-se numa posição desconfortável, nascer com baixo peso ou prematuro.
Tal como acontece a partir dos 35, as alterações genéticas também são mais frequentes numa gravidez “tardia”. Infelizmente, o risco deste tipo de anomalias também se repercute na probabilidade de aborto espontâneo.

De facto, à primeira vista, esta lista de preocupações para mães “quarentonas” parece um tanto ou quanto vasta e desanimadora. Mas lembre-se que há muitas mulheres na casa dos 40 que têm gestações sem problemas e bebés perfeitamente saudáveis.

Sabia que…
… Se está a tentar conceber depois dos 35 anos a probabilidade de ter uma gravidez múltipla aumenta? Estranho? Pois é, na verdade, quanto mais a idade passa, maior é a probabilidade de conceber gémeos não-idênticos. Há uma explicação científica: como, com a aproximação da menopausa, os ovários têm menos óvulos viáveis, o seu organismo produz mais hormonas folículo estimulantes para desencadear a ovulação. Tanto esforço, não raras vezes, origina dois óvulos que podem ser fertilizados e implantados no útero. O resultado? Gémeos não-idênticos.

… Em termos comparativos, os homens conseguem manter-se “férteis” por muito mais tempo do que as mulheres. Ainda que a fertilidade masculina também diminua com a idade, no caso deles, isto acontece de forma mais gradual. No entanto, a proporção de homens com problemas na qualidade do esperma aumenta com a idade, o que pode afectar a saúde das crianças que podem vir a conceber.



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