Higiene Oral 2

Estudo “Hábitos de Higiene Oral”


higiene oral

36% dos portugueses visitam um profissional de saúde oral apenas quando têm dores na boca

- A escovagem de dentes é um hábito que faz parte da rotina diária de mais de 90% da população portuguesa abrangida, com 51% dos inquiridos a escovarem os dentes duas vezes ao dia;
- Contrariamente à recomendação dos profissionais de saúde oral, que aconselham a trocar de escova (ou cabeça de escova) de três em três meses, 42% dos entrevistados apenas fazem a substituição quando consideram que a escova já não exerce limpeza de forma adequada;
- Mais de um terço da população apenas realiza visitas ao dentista/higienista oral em situação de urgência.

Estas são algumas das conclusões de um estudo promovido pela marca Oral-B em parceria com a Associação Portuguesa de Higienistas Orais (APHO). A mesma fonte revela ainda que grande parte dos portugueses (51%) opta por escovar os dentes duas vezes por dia; apenas 39% consideram ter um problema de saúde oral; e, apesar de cerca de 70% reconhecerem a importância do flúor, apenas 9% dos inquiridos o utilizam como complemento da sua higiene oral.
Com a elaboração deste estudo, desenvolvido pela GfK Metris junto de 1.256 indivíduos com idades superiores a 15 anos, a marca Oral-B e a APHO pretenderam caracterizar os hábitos de higiene oral da população portuguesa – nomeadamente as rotinas, o tipo de produtos mais utilizados na higiene oral e a frequência de visita a profissionais de saúde oral – e identificar problemas de saúde oral. Os dados permitem-nos concluir que, de uma maneira geral, neste capítulo, os portugueses parecem ser conhecedores das boas práticas de higiene, mas da teoria à prática ainda vai alguma distância…

Zonas urbanas mais “doentes”?
Quando questionada sobre o estado da sua saúde oral, a maioria da população refere não ter problemas; dos 39% dos portugueses que referem ter um problema de saúde oral, destacam-se os indivíduos residentes nas zonas mais urbanas, como na cidade de Lisboa e no Grande Porto. Curiosamente, são os indivíduos mais jovens (entre os 15 e os 24 anos), de status social mais baixo e residentes no Alentejo, Algarve e Interior que mais referem não ter nenhum problema de saúde oral.

A escovagem dos dentes faz parte da rotina diária de mais de 90% da população, sendo que cerca de metade (51%) afirma fazê-lo duas vezes ao dia (uma frequência que ganha maior relevo na faixa etária dos 24/34 anos), despendendo, em média, um a dois minutos (54%) com esta rotina. Adicionalmente, 23% da população refere escovar os dentes três ou mais vezes ao dia e 18% escova apenas uma vez por dia.

Regularidade das visitas a um profissional especializado
De forma geral, a visita a um profissional de saúde oral faz-se pela necessidade da urgência, com 36% dos portugueses a referirem dirigir-se a uma consulta apenas quando têm dores – tendência mais evidente entre os 45 e os 54 anos e em classes sociais mais baixas. Contudo, mais de um quinto da população (27%) refere ter como rotina anual estas visitas, para efeito de vigilância, e 15% realiza-as uma vez de seis em seis meses.
Os entrevistados que reconhecem ter algum tipo de problema de saúde oral são os que mais visitam os profissionais de saúde oral (32% vão pelo menos uma vez em cada seis meses). Por outro lado, os 38% dos inquiridos que declaram não sofrer de qualquer problema, referem realizar estas visitas só quando têm dores.

"A visita a um profissional de saúde oral ainda é muito determinada pelo factor urgência – 36% dos portugueses referem dirigir-se a uma consulta apenas quando têm dores"

Escova e pasta bastam aos portugueses
Para 57% da população, escova e pasta de dentes são quanto basta para responder às necessidades diárias de higiene oral.
Entre os produtos complementares, o elixir é o mais utilizado (29%), seguido pelo fio dentário (15%) e, finalmente, pelo flúor, com 9% de utilizadores – isto apesar de 70% da população reconhecer a importância deste produto na saúde oral. A utilização destes complementos reúne maior número de adeptos entre as classes sociais mais elevadas e nas regiões da Grande Lisboa e Alentejo.

"Para 57% da população, escova e pasta de dentes é quanto basta para responder às necessidades diárias de higiene oral"


Como escolhemos a nossa escova…
No contexto social e económico que Portugal atravessa, não é de estranhar que o preço seja o critério mais referido na decisão de compra de uma escova de dentes (37% dos portugueses apontam-no como determinante). No entanto, retirando este factor – tendo em consideração que é transversal ao consumo global nos dias de hoje – são os aspectos relacionados com a cabeça da escova [principal função (34%), forma e tamanho (27%)] e com a facilidade de utilização (25%) os mais relevantes na hora de decidir a sua compra.

… e com que frequência a substituímos?
Os profissionais de saúde oral recomendam trocar de escova, em média, de três em três meses, mas os portugueses preferem guiar-se por dados mais empíricos, sendo que 42% dos que lavam os dentes/têm dentes naturais trocam de escova/cabeça de escova quando acham que esta já não exerce a limpeza de forma adequada. Vinte e nove por cento optam pela sua renovação a cada três meses e 12% fazem-no apenas "quando se lembram".
Curiosamente, parece existir uma relação entre a frequência da troca de escovas/cabeça de escovas e a frequência da escovagem de dentes: ou seja, 38% dos inquiridos que costumam lavar os dentes três ou mais vezes ao dia afirmam proceder à renovação da mesma de três em três meses; já 51% dos inquiridos que costumam lavar os dentes uma vez ao dia (de manhã) e 64% dos que costumam lavar os dentes também uma vez ao dia, mas antes de deitar, referem trocar de escova de dentes quando consideram que deixou de exercer a limpeza de forma adequada.

Em suma…
- 90% dos inquiridos escovam os dentes todos os dias.
- Os hábitos de higiene oral dos portugueses limitam-se, em grande parte, à escovagem dos dentes.
- A visita regular aos profissionais de saúde oral ainda é muito determinada pelo factor urgência.
- A utilização de fio dentário, elixir e flúor é ainda reduzida.
- Na altura de adquirir uma escova de dentes, o preço é o factor mais importante.
- A utilização de produtos complementares de higiene oral é mais comum entre as classes sociais mais elevadas.
- Menos de metade dos portugueses (42%) só troca de escova/cabeça de escova quando acha que esta já não exerce a limpeza de forma adequada (ao contrário da recomendação dos profissionais de saúde oral). Vinte e nove por cento (29%) optam pela sua renovação a cada três meses e 12% fazem-no apenas “quando se lembram.
- Apenas 39% da população portuguesa declara ter algum tipo de problema de saúde oral, destacando-se os indivíduos residentes nas zonas mais urbanas, como a Cidade de Lisboa e o Grande Porto. Sessenta e um por cento (61%) destes indivíduos realizam pelo menos uma visita anual a um profissional de saúde.
- Os 38% dos portugueses que dizem não sofrer de qualquer problema, referem fazer estas visitas só quando têm dores.

Sabia que a cárie dentária é a doença crónica mais comum em todo o mundo? No que diz respeito à higiene oral, os portugueses têm presente as noções básicas, no entanto, no dia-a-dia, descuram alguns cuidados e parecem não fazer uso de todos os instrumentos que estão ao seu alcance para prevenir eventuais doenças, muitas vezes, graves.
Atentas e preocupadas com a saúde oral, a APHO e a marca Oral-B alertam para os benefícios da prevenção, que passa essencialmente pela prática efectiva dos bons hábitos de higiene oral. Afinal, a cárie dentária é já considerada um problema de saúde pública. Trata-se, na verdade, da doença crónica mais comum no planeta – afectando cerca de cinco mil milhões de pessoas, o equivalente a 80% da população mundial.

Metodologia do Estudo
Universo: Constituído por indivíduos com 15 e mais anos, residentes em Portugal Continental.
Amostra: Constituída por 1.256 indivíduos, com a seguinte distribuição, proporcional, por região GfK Metris



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