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Pepinos não originaram surto que já provocou 16 mortos

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Uma responsável pela Saúde Pública em Hamburgo informou hoje que os pepinos espanhóis não são a fonte do surto de uma variante da bactéria E.coli.



Na Suécia foi registada hoje a primeira morte causada pela bactéria fora da Alemanha.

De acordo com segundas análises realizadas em laboratório, explicou Cornelia Prufer-Storksa, citada pelo jornal Hamburger Abendblatt, a variante da bactéria descoberta nos pepinos espanhóis não coincide com a encontrada nas fezes dos pacientes.

Prüfer-Storks, senadora do governo regional de Hamburgo com o pelouro da Saúde Pública, indicou que as investigações comprovaram que a variante O104 da E.coli, isolada nas fezes dos pacientes examinados, especialmente agressiva e resistente a antibióticos, não coincide com a variante detectada nas hortaliças espanholas do mercado central de Hamburgo.

"Como antes, a fonte (do surto infeccioso) ainda não foi identificada", adiantou a senadora.

Independentemente do resultado de duas análises ainda por efetuar, de um conjunto de quatro análises, "era importante publicar estes resultados, porque a infeção pode ter sido provocada por sujidade", disse a mesma responsável.

Além de estarem a procurar identificar a fonte do foco infeccioso, as autoridades sanitárias alemãs tentam também saber qual foi o motivo para a contaminação dos pepinos, explicou Prufer-Storcks.

Até ao momento, o Instituto de Higiene de Hamburgo mantém os testes a tomates, pepinos e alfaces em mercados, lojas de alimentação e restaurantes de Hamburgo, para procurar a fonte da infeção.

A declaração da senadora vai ao encontro das explicações dadas pelos hortofruticultores espanhóis de Almeria e Málaga, que têm sustentado que os pepinos não saíram contaminados da sua exploração, e só podem ter sido contaminados ou no transporte, ou no armazenamento.

As autoridades espanholas já ameaçaram processar judicialmente a Alemanha e pedir uma indemnização pelos danos causados aos seus hortofruticultores, que viram praticamente paralizadas as suas exportações para a Alemanha, país que absorve normalmente dois terços do total da produção espanhola deste tipo de verduras.

Desde que foi detectado o primeiro caso na semana passada, pelo menos 16 pessoas morreram, na maioria mulheres de idade avançada, com E.coli Hemorrágica e outras 1.400 foram contaminadas, incluindo 570 residentes em Hamburgo.


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