Sexualidade: as mulheres 2

Sexualidade: as mulheres descomplicadas II

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Uma mulher em cada duas atinge o orgasmo


Existe, para Philippe Brenot, uma verdadeira descriminação orgásmica entre homens e mulheres. Os números confirmam: se o orgasmo é atingido por 90% dos homens, é apenas atingido por 16% das mulheres. 55% declaram atingir o orgasmo "muitas vezes", 21% "raramente" e 5% "nunca".


“Muitos mal entendidos e dificuldades entre os casais vem desta assimetria. De tal forma que assistimos, nestes últimos anos, a um novo terrorismo: o orgasmo a todo o custo. Os casais tendem a separar-se, a partir do momento em que a mulher não tem prazer, o que se torna de tal forma insuportável para o seu companheiro, que este prefere deixá-la! Nunca tinha visto isto antes! Sobretudo porque, como bem sabemos, o orgasmo feminino não é um botão que possa ser desencadeado pela pressão do pénis do homem. Mas cuja fonte está na disponibilidade feminina ”.


Os preliminares

Essa disponibilidade é favorecida pelos preliminares, segundo 80% das mulheres interrogadas. Acariciar, beijar, massagens, fellatio, cunnilingus…ou seja, as práticas eróticas que as convidam ao relaxamento e a excitação. A sentirem-se “prontas”, em suma! Mas o que muitas vezes elas não imaginam, é que estas práticas permitem que a sexualidade continue ao longo da vida! Essa dimensão erótica é necessária à intimidade do casal.


Em média, os preliminares, duram 12 minutos. Um tempo insuficiente, segundo o sexólogo. “Os preliminares são todo um caminho. É o conjunto de condições que tornam a coisa possível. A maior parte das mulheres não está disposta a fazer amor em 15 minutos. Muitas vezes, elas nem sabem. É por isso que, por vezes, não há prazer!


A masturbação não é tabu

Conhecer-se a própria: eis a chave, para Philippe Brenot, do prazer sexual. E, nesta matéria, a evolução é total: a masturbação não é mais considerada como uma prática tabu. 68% das mulheres já praticaram. 47% fá a fizeram à frente do companheiro. Uma mudança sagrada quando sabemos que em 1970, apenas 19% das mulheres se masturbava.


Mas, a importância dessa prática não é sempre compreendida, sublinha Philippe Brenot. “A masturbação e o autoerotismo são fatores centrais para uma sexualidade com prazer. E não se trata apenas de atividades solitárias. Ela alimenta o desejo, o coito”. Segundo o inquérito, as mulheres que se afirmam mais realizadas sexualmente, são aquelas que dizem maturar-se mais.




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