Sida

Células geneticamente modificadas podem ser nova arma contra a SIDA

sida cell

Cientistas norte-americanos estão a trabalhar numa nova abordagem para curar a SIDA. Através da engenharia genética esperam conseguir desenvolver glóbulos brancos resistentes à infecção pelo vírus VIH.


 O método utilizado pela equipa norte-americana consiste em alterar as células CD4 de doentes infectados pelo VIH. O núcleo dessas células é retirado e as células reintroduzidas no organismo, explicou Pablo Tebas, director da Unidade de experiências clínicas sobre SIDA em adultos da Universidade da Pensilvânia. 


Esta investigação baseia-se no caso de um alemão que tinha leucemia e SIDA e ficou curado depois de receber uma transfusão de sangue de um dador que tinha resistência natural ao VIH. 

O método foi testado em seis doentes com SIDA: metade recebeu dois mil e quinhentos milhões de células alteradas e os restantes 5 mil milhões. Três meses depois, cinco dos pacientes tinham o dobro das células que estava previsto e apenas um ficou com menos do que se esperava. 

É no entanto ainda cedo para afirmar que se trata de uma cura ou mesmo de um tratamento, sublinham os cientistas. 

Os primeiros testes realizados num pequeno grupo de seis pessoas foram divulgados esta segunda-feira numa conferência em Boston. Os resultados de testes realizados num segundo grupo deverão ser revelados.


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