Solidão

Não tenha medo de alguma solidão

Não confunda solidão com tristeza. A solidão pode ajudar a mente a relaxar.

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Geralmente associamos a solidão a tristeza e abandono. Não estamos totalmente errados. Mas sabia que o bom funcionamento da mente exige que vivenciemos alguma solidão para estarmos saudáveis?


Na sociedade agitada, complexa e apressada em que vivemos a solidão pode também ser uma bênção. Concorda?


Veja, a solidão depende de certos estados de espírito. Os estados de espírito são estados mentais. A sua importância, para além da de ordem prática e que se relaciona com o estado da pessoa, é cientificamente significativa, porque a mente resulta da atividade do cérebro.


Assim, por exemplo, a solidão tantas vezes tida como algo negativo e indesejável – pode ser uma experiência positiva e necessária. Em que medida? Pois a solidão é uma experiência essencial para que a mente organize os seus próprios processos e crie o chamado "estado interno de ressonância".


Com efeito, nós precisamos que, de tempos a tempos, a mente se possa centrar em si mesma. Ou seja, nós precisamos também de nos centrarmos (focalizarmos) em nós mesmos, regularmente.


Afastando-nos para o nosso canto, para um qualquer tipo de refúgio, fugindo das pressões do dia-a-dia e das múltiplas vivências emocionais (por vezes antagónicas e desgastantes) permitimos que a mente alcance um fluxo auto-organizacional equilibrado nos estados de espírito ao longo do tempo.


De certa forma, como escreve O´Donohue (1997), a solidão possibilita a "cicatrização" da mente e também a reflexão necessária para enfrentar novos desafios e mudanças.


 




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